segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Bolsa de Valores



Oque é a Bolsa de Valores?

A Bolsa de Valores é o lugar onde se compram e vendem ações. Funciona mais ou menos como um cartório de registro de imóveis. O papel da Bolsa de Valores é registrar quem comprou quantas ações de quem.A principal função de uma bolsa de valores é proporcionar um ambiente transparente e líquido, adequado à realização de negócios com valores mobiliários.Somente através das corretoras, os investidores têm acesso aos sistemas de negociação para efetuarem suas transações de compra e venda desses valores.Depois, ela informa estas transferências de propriedade às empresas que, assim, ficam sabendo quem são os seus donos, quem são os seus acionistas. Quem compra uma ação não está investindo em um negócio novo, está apenas comprando um negócio já existente. A bolsa não é o lugar onde uma empresa vai em busca de novos sócios com recursos financeiros para investir. Para esta captação de recursos o lugar certo é outro, chamado mercado primário ou de balcão.
No início dos tempos, na Inglaterra, ter uma ação era importante porque ela rendia lucros para o seu proprietário para o resto da sua vida, da vida de seus herdeiros, e da vida dos herdeiros dos herdeiros. Quando então uma ação se valorizava era porque a empresa estava dando mais lucros e, portanto, poderia pagar mais dividendos para os acionistas. A lógica de comprar ações naquela época era a de avaliar quais empresas dariam mais lucros, e mais dividendos, no futuro. Por outro lado, a lógica de vender era descobrir que a empresa estava falindo.

Os americanos inventaram outra lógica. Nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores foi criada também com a finalidade burocrática de registrar transferências de propriedade das empresas, mas os americanos compram e vendem ações como se fosse um jogo, como se fosse roleta. A regra é comprar barato para depois vender caro, ou primeiro vender caro e depois comprar barato. O americano encara os dividendos que ele poderia receber no futuro como um mero detalhe. Interessa menos ainda os dividendos que seus herdeiros, e os herdeiros dos herdeiros, poderiam receber. O que importa é lucro agora, como uma aposta no resultado de uma partida de beisebol. Apesar disto, na literatura do ramo, aquele que compra ações é um investidor, o que não corresponde à realidade.

É considerado esperto aquele que, agindo de acordo com esta lógica moderna, analisa o gráfico da ação e consegue adivinhar se o preço dela vai subir ou cair. Aí então, compra ou vende a ação e ganha muito dinheiro. Mais esperto é quem descobre, antes dos outros, fatos que influenciam o preço das ações. Muito mais esperto é quem cria estes fatos, causando uma alta ou uma queda no preço de uma ação. Com esta manobra, o super-esperto induz os espertos e os ingênuos a pensar que a ação está subindo, ou caindo, por alguma causa real. Convencidos de que o fato vai durar, os ingênuos compram ou vendem a ação, conforme o caso.

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