quarta-feira, 9 de julho de 2008

Embraer


A Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer) é um fabricante de aviões de pequeno e médio porte, para uso na aviação regional, executiva e agrícola, além de caças militares, aviões de sensoriamento remoto e para transporte de autoridades.É a terceirta maior fabricante de aviões do mundo, ficando atrás da Boeing e da Airbus, e uma das maiores companhias exportadoras do Brasil, em termos de valor absoluto desde 1999 e hoje também, a fabricante de jatos executivos com maior pedidos em carteira.Sua sede localiza-se na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo e possui diversas outras unidades, inclusive uma na China, a Harbin Embraer.


A Embraer nasceu como uma iniciativa do governo brasileiro dentro de um projeto estratégico para implementar a indústria aeronáutica no país, em um contexto de políticas de substituição de importações.
Foi fundada no ano de 1969, e seu primeiro presidente foi o engenheiro Ozires Silva, que havia liderado o desenvolvimento do avião Bandeirante.
Inicialmente, a maior parte de seu quadro de pessoal formou-se pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) do Centro Técnico Aeroespacial (CTA). De certa maneira, a Embraer nasceu dentro do CTA.
No ano de 1980, houve uma fusão com a Indústria Aeronáutica Neiva, que se tornou sua empresa subsidiária.
Durante as décadas de 70 e 80, a Embraer conquistou importante projeção nacional e internacional com os aviões Bandeirante, Xingu e Brasília.
Atualmente a empresa encontra-se em ascendência, com muitos contratos de venda, e expandindo-se não somente em espaço físico, mas também em número de empregados, contando hoje cerca de 20.000 funcionários, dois quais aproximadamente doze mil são diretos e oito mil indiretos.



Ao iniciar uma parceria com a Itália em 1981, foi possível elaborar o caça de ataque ar-terra AMX, considerado um importante salto tecnológico para a elaboração de novos projetos.
Em 1986, Ozires Silva deixa a presidência da empresa para assumir a Petrobrás.
Em 1988, deu-se início o desenvolvimento de um avião binacional, que seria projetado e construído tanto pela Embraer como pela Fábrica Militar de Aviones (FMA) da Argentina.
A aeronave teve a designação de CBA-123, sendo CBA a sigla para Cooperação Brasil-Argentina.
Em 1990, seu primeiro protótipo voou, mas devido a seu alto preço e a crise econômica e política da época, a produção foi descontinuada.
Um dado curioso sobre o projeto, é que seus motores foram colocados na parte traseira da fuselagem, com as hélices voltadas para trás.
O final da década de 80 foi marcada por uma grande crise financeira, que abalou a economia do Brasil e atingiu em cheio a Embraer, que quase foi à falência.
Em 1992, Ozires Silva foi convidado a voltar à presidência da empresa e a conduzir seu processo de privatização.
Em 1994, na época do presidente Itamar Franco, a empresa foi leiloada, para depois passar por um longo processo de reestruturação, e apresentar novos projetos que a tornariam uma gigante de setor.
Hoje a empresa é uma das mais importantes blue chips negociadas na Bovespae distribui dividendos a acionistas minoritários e funcionários.
A Embraer, antes da ser privatizada, sequer figurava entre as empresas com maior valor de mercado e, hoje, é avaliada em R$ 17 bilhões e é hoje também a terceira maior fabricante de jatos do mundo.
Seus novos controladores acionários passaram a ser os fundos de pensão Previ e Sistel (20% cada), a Cia. Bozano, Simonsen (20%), além de um grupo de investidores com participação acionária menor (total de 20%), formados pela Dassault, EADS, Snecma e Thales Group. Desde essa época, seu presidente é o engenheiro Maurício Botelho (até 2007), quando assumiu Frederico Curado.

by Henry M. Murata

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